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Se você parar para ouvir os motivos pelos quais os colaboradores optam por estar em uma empresa em detrimento de outra, esse será, sem dúvida, o motivo mais mencionado: satisfação pessoal. Entretanto, satisfação é muito particular e envolve uma série de fatores externos e internos, como ambiente de trabalho, remuneração e, principalmente, benefícios. Em um mundo lotado de novas oportunidades, temos visto são eles que mais pesam na atração e retenção de colaboradores.

Programas globais de benefícios corporativos focam, via de regra, em três diferentes pilares: físico, mental e de desenvolvimento pessoal, como plano de carreira e oferecimento de cursos de aperfeiçoamento, por exemplo. Acredita-se que a união dessas três frentes de trabalho faz com que os colaboradores se mantenham sempre motivados e em evolução e, dessa forma, continuem em desenvolvimento dentro da companhia.

Uma pesquisa realizada pela Xerox, em 2016, mostrou que, das 428 empresas pesquisadas em 33 países, 69% possuem uma estratégia global para saúde e bem-estar de seus colaboradores. De todas as vantagens citadas e aplicadas ao redor do globo, foi o incentivo à prática da atividade física o único fator que se repetia nos projetos das diferentes empresas.

Já é sabido que a prática esportiva, além dos benefícios para o corpo, melhora também a saúde mental e a sensação de pertencimento. Quando oferecida como benefício corporativo, a atividade física torna-se parte importante do universo social dos colaboradores e, consequentemente, faz da empresa um local mais agradável para trabalhar. Os benefícios corporativos ligados ao corpo nunca são uma via de mão única. Para cada investimento é possível mensurar uma diminuição nas taxas de absenteísmo, doenças relacionadas ao stress ou ao sistema muscoesquelético e um consequente aumento da produtividade.

Para os líderes em gestão de pessoas, toda essa conversa já é antiga, mas ainda não é aplicada na maioria das empresas. A pesquisa realizada pela Xerox também aponta que a atividade física, apesar de estar incluída na maior parte dos programas de benefícios, é o principal objetivo de apenas 70% dessas empresas, ou seja, a assistência médica ainda é mais visada que a prevenção. Muito disso se dá pela crença de que é preciso aumentar amplamente o investimento em recursos humanos para atingir resultados positivos quando falamos de bem-estar, o que não é verdadeiro. A Unilever, por exemplo, aplicou no Brasil um programa de Saúde & Bem-Estar global que aborda de maneira holística o tema. Com isso, também incentiva a prática de atividades físicas, acompanhamento da saúde mental, além de observar aspectos emocionais e de propósito de seus funcionários. Dessa maneira, reduziu em 50% o risco de doenças cardíacas, sofreu uma redução de 8% para 5% nos índices de colesterol e, hoje, cerca de 64% dos colaboradores passaram a praticar algum tipo de atividade física.

Empresas são únicas, basta olhar com atenção para cada realidade, entender suas particularidades e aspirações, problemas a serem superados e traçar metas reais para resolvê-los. Mudar é possível. É preciso. E estaremos aqui para garantir que isso seja feito ou, ao menos, traremos boas ideias e discussões à tona. O mundo não é mais o mesmo, nem a lógica de mercado de que apenas um bom salário é o suficiente. Chegou a hora de escutar mais e, finalmente, agir sobre isso.

 

Fonte: Marco Crespo é country manager do Gympass no Brasil. Possui mais de 10 anos de experiência como executivo, com passagens em empresas como BCG, P&G e Instituto Ayrton Senna

Muito além do básico: por que sua empresa deve ir além dos benefícios tradicionais