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Amil entra em discussão com hospitais para baixar custos.


(Imagem:Reprodução)

Fonte: Valor


A operadora de saúde Amil está sob pressão de sua controladora, a americana UnitedHealth Group, para diminuir custos e voltar a ter lucros mais robustos. Para que isso aconteça, a operadora trava uma queda de braço com os prestadores de serviço, em especial os hospitais, que representam mais da metade do custo médico do plano de saúde. A meta da UnitedHealth é que essa "inflação médica", hoje na casa dos 18,5% chegue ao mesmo patamar do IPCA, projetado em 4,1% neste ano - e a Amil precisa fazer isso até 2025.

“ Não podemos mais continuar com esse patamar de reajuste”

Daniel Coudry - Presidente da Amil


A Amil está propondo que prestadores de serviços como hospitais e clínicas compartilhem os riscos dos procedimentos médicos, adotando um novo modelo de remuneração. Neste formato, batizado de orçamento ajustável, a operadora paga um valor fixo pelo procedimento - uma cirurgia ou uma radiografia, por exemplo. Se ele for bem sucedido paga-se um adicional após alguns meses. Caso contrário, ou seja, se o procedimento apresentar alguma intercorrência não previsível por protocolos médicos, o prestador recebe apenas o preço pré-acordado, cujo valor é calculado com base na média de preços praticada no ano anterior.


Atualmente, a Amil tem 30% de suas contas médicas no modelo de remuneração ajustável, ou seja, quando o risco é compartilhado. Quando se considera o modelo por pacote, ou seja, com preço fixo por cirurgia, esse percentual sobe para 50%. A maior parte das operadoras e dos prestadores está migrando para o modelo por pacote - considerado o meio do caminho até se chegar ao modelo de compartilhamento de risco.


Segundo Coudry, a Amil não está pressionando os prestadores de serviço devido a seu resultado financeiro, mas está seguindo uma estratégia da UnitedHealth que não é exclusiva para o Brasil e sim a todos os países em que a companhia atua. O mercado brasileiro é o mais importante fora dos Estados Unidos para a UnitedHealth, que é considerada a maior empresa de planos de saúde do mundo.


A Confederação Nacional de Saúde, segundo fontes, tem recebido reclamações de associados. A queixa é que a Amil estaria usando seu "poder de barganha" e o fato de a Rede D'Or ter tido boa parte de seus hospitais descredenciados para pressionar hospitais menores. Procurada, a Confederação não comentou.


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