© 2018  |  ÂNIMA CORRETORA DE BENEFÍCIOS

Buscar
  • B+

Após perda de 3 milhões de clientes, 100 planos de saúde fecham as portas

Atualizado: 6 de Set de 2018

Fonte: Estadão


Com uma população mais idosa e a queda de usuários durante a crise, as empresas têm reajustado e deixado uma parte maior das despesas para os clientes. Já o consumidor, com orçamento menor, reclama que os aumentos estão abusivos e a qualidade pior.

Devido a crise mais de cem planos encerraram suas atividades entre o fim de 2014 e maio de 2018, segundo os dados mais recentes da Agência nacional de Saúde Suplementar (ASN). No mesmo período, cerca de 3 milhões de brasileiros se tornaram desempregados e tiveram que abrir mão do plano.


(Foto: Reprodução)

Os reajustes de planos individuais são limitados pela ANS em até 10%, já os planos coletivos, que são quase 80% dos contratos, não existe teto definido. Nos convênios com até 30 beneficiários, que é a base para a regulamentação, o aumento foi de até 70% em comparação ao primeiro trimestre de 2018 com o mesmo período de 2017

O Diretor da ANS, Rodrigo Aguiar, comentou que os reajustes é a questão que mais chama a atenção da agência neste momento e durante os últimos três anos tem sido monitorado de perto, apesar de não ter uma solução ainda.

As operadoras argumentam que, com o avanço da tecnologia os custos para a prestação de serviços subiram. Como o Brasil importa quase todos os equipamentos e as substâncias para a fabricação de medicamentos, esses produtos varia junto com o dólar.


Números dos planos de saúde


A ANS divulgou recentemente que em 2017 foram 1,5 bilhão de procedimentos como consultas, exames, terapias, etc., 3,4% mais do que em 2016.

Judicialização, fraudes e desperdícios tanto no SUS quanto no serviço privado, deixa tudo ainda mais caro.

As fraudes e desperdício correspondem a um quinto dos gastos assistenciais, de acordo com o Instituto de Estudos Da Saúde Suplementar (IESS).