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Caso Prevent Senior: Como ficam os planos de saúde?

Atualizado: Out 29


Imagem: Reprodução


Fonte: Exame


A Prevent Senior foi uma das pioneiras, e líder de mercado de planos de saúde para idosos, contudo nos últimos dias acompanhamos as denúncias feitas durante a CPI da COVID-19. As suspeitas ainda estão sendo investigadas, mas já podemos refletir sobre o funcionamento dos planos de saúde daqui para frente.


Não é segredo para ninguém que quanto mais velha for uma pessoa, mais caro o plano de saúde dela será. Vendo a oportunidade, a Prevent Senior começou a investir no público da terceira idade. Eles ofereciam planos com um preço mais acessível e que englobavam a medicina preventiva.


Investindo no modelo mais verticalizado, onde o paciente é atendido num hospital da mesma rede do seu plano de saúde, foi colocado em xeque. Pois, como no caso da operadora, podem ser tomadas medidas para evitar internações, mesmo quando elas são uma necessidade do cliente.


A advogada Ana Carolina Navarrete, líder do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), afirma que:


“O mercado precisa mudar para garantir que esse modelo tenha mecanismos para prevenir escolhas desastrosas. O problema do controle de custos no setor é real e existe. O que o caso da Prevent Senior revela é que um dos modelos que criamos para fazer esse controle pode ter impacto significativo no desfecho clínico”

Também segundo ela, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), precisa acompanhar mais de perto as operadoras de saúde e fiscalizar também os prestadores de serviço, não apenas as operadoras. Ainda que não comprometa o modelo verticalizado, o caso da Prevent Senior serve de alerta para as outras operadoras. É preciso prezar pela saúde e bem-estar dos seus consumidores, não apenas na economia. Um pesquisa realizada pela Exame, mostra que idosos são os que mais aderem aos planos de saúde e uma das consequências do caso da Prevent Senior é deixar milhões de idosos sem atendimento médico, coisa que não pode acontecer.