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Hospitais substituem modelo de pagamento de serviço


(Foto:Reprodução)

Fonte: Estadão


Os hospitais e as operadoras de saúde estão substituindo o modelo de remuneração, o fee for service (pagamento por serviço), predominante no sistema de saúde brasileiro, por métodos de que sejam mais associados ao desempenho e atendimento de seus colaboradores.


Os novos modelos de pagamento visam sustentabilidade e buscam melhor eficiência financeira em relação ao fee for service, onde a conta é feita a partir de cada procedimento, diária, exame, materiais e entre outros de maneira individual, o que causa grandes variações no valor final.


Hospitais como Albert Einstein e Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo, já adotam medidas desse tipo. No caso do Albert Einstein, os procedimentos na área ortopédica já funcionam com remuneração fixa desde 2017, em Maio desse ano eles implantaram a ideia do atendimento ambulatorial e agora encabeçam um projeto que avalia a possibilidade de pacotes para o tratamento do câncer de mama com preços fixos. Já o Hospital Alemão Oswaldo Cruz inaugurou em 2017, uma unidade onde os procedimentos possuem preço fixo.


O hospital Mãe de Deus, no Rio Grande do Sul, em parceria com a Unimed Porto Alegre, criou o Sistema UM, que prevê novas formas de pagamento baseando-se no DRG (Diagnosis Related Groups) avalia os pacientes internados de acordo com a complexidade a partir de dados como idade, procedimentos cirúrgicos, diagnósticos, comorbidades, etc.


Segundo Renato Couto, sócio-diretor do DRG Brasil, atualmente boa parte do Sistema Unimed utiliza o a metodologia, que também é utilizada pela rede SUS de Belo Horizonte.


A operadora Amil instituiu, ao longo do ano passado, o ABP (Adjustable Budget Payment), modelo desenvolvido pela própria equipe, que prevê os repasses de valor fixo, calculado através do histórico de atendimento do hospital. Os reajustes são feitos de acordo com o volume e a complexidade de atendimentos, a verba é revisada a cada trimestre. O modelo já funciona em cerca de 35 hospitais, com 20 deles pertencentes à Amil.


“Essa é uma fase de transição. Nosso destino final é a remuneração por valor, em que eu vou pagar o prestador pela qualidade do desfecho clínico, vendo se o paciente não teve sequelas, se ficou com dor. Vamos fazer projetos-piloto desse novo modelo, mais inteligente, ainda neste ano, para acelerar ano que vem” , declara Daniel Couldry, diretor executivo de Qualidade da Amil.


A Agência Nacional de Saúde também se prepara para implementar projetos-piloto com formas inovadoras de pagamento, através do Grupo de Trabalho de Modelos de Remuneração. O órgão diz que um documento com a descrição teórica dos modelos de remuneração será divulgado em breve.

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