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Os pacientes são o foco dos novos modelos de saúde


(Imagem:Reprodução)

Fonte: Apólice


Um debate com o tema "Como agregar valor ao sistema de saúde" foi promovido pelo Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde-Capítulo Paraná

(CBEXs-PR), em Curitiba, e contou com a participação de alguns importantes profissionais da área da saúde.


O moderador do debate e também presidente da entidade e CEO do Hospital Santa Cruz, Claudio Enrique Lubascher ressalta:

“Não há saúde se não for focada no paciente, no que de fato agrega valor para ele. A boa medicina custa mais barato, tem menos desperdício e está centrada no paciente”

Lubascher também expõe sua preocupação com a necessidade do sistema de saúde de se autofinanciar no Brasil.


Já a gerente médica do Escritório de Gestão de Valor do Hospital Israelita Albert Einstein, Marcia Makdisse afirmou que "saber pilotar as iniciativas" é o

ponto-chave para a implantação de valor no sistema de saúde, baseada no case da implementação do escritório de valor no Hospital Albert Einstein, em

São Paulo. Esse modelo segue as ideias de Michael Porter (professor da Harvard Business School), da Professora Elisabeth Teisberg (diretora executiva do Instituto de Valor da Dell Medical School) e de Thomas H. Lee (médico e expert em políticas de saúde americano).


Makdisse também citou diversos modelos de remuneração, dentre eles a transformação da remuneração por atendimento (Fee for Service) para um que remunere os resultados alcançados como um todo (Fee for Value), o que gera valor e mais qualidade no atendimento para o paciente. No Albert Einstein já existem modelos parecidos em processo de implementação, onde um valor único é cobrado para um episódio ou um ciclo completo de atendimento, desde a primeira consulta até a cirurgia e com garantia após a alta, caso complicações apareçam.


O superintendente de Relacionamento com Prestadores e Clientes da Região Sul da SulAmérica, Celso Boaventura pondera:

“Devemos privilegiar o que cada serviço faz de melhor. Para quem paga e toma serviços é complexo quando tem muitos provedores de serviço, oferecendo vários tipos de procedimento com custos pouco explicáveis”

Sobre a importância dos cuidados com o paciente, Boaventura afirma:

“Precisamos quebrar barreiras, correr riscos, arriscar novos modelos de remuneração e não ter medo de errar ou errar juntos”

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Carecycle, William Marandola acredita que o engajamento do paciente é a chave para garantir modelos baseados em valor. Ele afirma que há melhoras no sistema de saúde quando a comunicação é bem coordenada e centrada no paciente.


O gerente médico do Hospital Santa Cruz, Rafael Moraes trouxe a experiência do próprio Santa Cruz e seu modelo de valor através de investimento em equipes multiprofissionais, melhoria da governança clínica, entre outras medidas. O hospital também está em processo de migração para outros modelos, integrando o modelo Fee for Service, investindo na gestão ambulatorial para evitar internamentos e em tecnologia de ponta para tornar os processos cada vez melhores. Com o investimento, cerca de 41% de encaminhamentos de pacientes à UTI caiu, junto com 53% dos casos de infecção.

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