top of page

Judicialização na saúde suplementar ultrapassa R$ 5 bilhões e pressiona custos do setor

  • Foto do escritor: B+News
    B+News
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Bruno Sobral, Diretor-Executivo da FenaSaúde
Bruno Sobral, Diretor-Executivo da FenaSaúde

Os gastos das operadoras de planos de saúde com processos judiciais atingiram um novo patamar em 2026. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as despesas relacionadas à judicialização superaram R$ 5 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses, registrando um aumento de aproximadamente 11% em comparação ao mesmo período de 2025.


Esse tipo de despesa já representa cerca de 1,8% do total desembolsado pelas operadoras com indenizações. Entre as empresas de maior porte, esse percentual ultrapassa a marca de 2%, reforçando o impacto crescente das ações judiciais sobre o equilíbrio financeiro do setor.


Para Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde, o aumento da judicialização gera consequências que vão além das operadoras. Segundo ele, quando decisões judiciais substituem os processos técnicos de incorporação de novas tecnologias em saúde, há um aumento de custos que acaba sendo compartilhado por todos os beneficiários dos planos, reduzindo recursos que poderiam ser destinados à ampliação e à melhoria da assistência.


Recuperação financeira segue, mas perde ritmo


Os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 mostram que as operadoras continuam em trajetória de recuperação após as dificuldades enfrentadas no período pós-pandemia. No entanto, o avanço vem ocorrendo em ritmo mais lento.


Na comparação com o trimestre anterior, o lucro líquido consolidado do setor apresentou queda de 11,6%. Apesar disso, a margem líquida permaneceu estável em 6,2%, indicando que o equilíbrio financeiro conquistado ao longo de 2025 continua sendo mantido.


Os números também mostram que parte importante dos resultados ainda depende das receitas financeiras. Em 2025, aproximadamente metade do lucro antes dos impostos teve origem em aplicações financeiras, enquanto 34% veio das operações do negócio. Já no primeiro trimestre de 2026, essa relação evoluiu para 47% de origem financeira e 45% operacional, sinalizando melhora na eficiência das atividades principais das operadoras, embora o cenário de juros elevados continue favorecendo os ganhos financeiros.


Mesmo com essa evolução, as margens operacionais permanecem reduzidas. No início de 2026, o índice ficou em 3,7%, acima dos 2,7% registrados em 2025. Considerando todo o período entre 2020 e 2025, a margem operacional média foi de apenas 0,4%, evidenciando os desafios para garantir a sustentabilidade econômica da saúde suplementar no longo prazo.


Saúde suplementar atende milhões de brasileiros


Atualmente, cerca de 53 milhões de brasileiros são atendidos pela saúde suplementar. Apenas em 2025, o setor realizou mais de 2 bilhões de procedimentos médicos e hospitalares, acumulando aproximadamente R$ 277 bilhões em despesas assistenciais.


Além de ampliar o acesso à assistência médica, as operadoras também desempenham um papel importante em programas de prevenção, promoção da saúde e diagnóstico precoce de doenças, contribuindo para indicadores de qualidade compatíveis com os observados em diversos países membros da OCDE.



Fonte: FenaSaúde.

 
 
 

Comentários


bottom of page